Onde nada mais existe tu consegues encontrar-me.
Mostrar mensagens com a etiqueta Poço de Palavras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poço de Palavras. Mostrar todas as mensagens

domingo, 7 de março de 2010

A Verdade do Coração


Senti o calor do teu olhar desaparecer por instantes ao mesmo tempo que a minha respiração se apagou no silêncio. Eu sabia que algo não estava bem e sentia-o com apenas um pensamento em ti. Nada do que me pudesses dizer já não se tinha encontrado na minha mente e nos meus pensamentos mais sombrios, por isso, não abri o meu pensamento ao teu, deixando que todo o mal que pensei ficasse ali, fechado com uma chave que mais ninguém poderia ter.

Foi então que com a maior das tuas destrezas tua conseguiste alcançar pensamento tão escuro como a noite sem lua. Palavras foram ditas sem piedade a um coração fraco que ansiava acabar com sofrimento tão penoso e que sempre se protegeu a uma realidade que não queria acreditar, mas que um dia chegaria a seu lado. Lágrimas de dor, sofrimento, perda, seguiram o seu caminho no mais desconhecido mundo a que nunca irão nunca mais, e desapareceram, caídas num chão invísivel, pedindo a quem as encontrasse que lhes desse um olhar devido.
As palavras continuaram a ser faladas com impulsividade e sem nexo para algo que tão forte unia sentimento tão puro. Pobre coração despedaçado, sem esperança de algo.
Mas foi aí que algo despertou uma força que nem o próprio sentimento conhecia e então começou a lutar para vencer uma guerra que nunca teria início. Lutou pelo sentimento, coração fraco que encontrou força para se erguer e falar mais alto que a própria voz podia; por entre lágrimas fracas sorriu. Sorriu e falou como se nada mais fosse tão importante como aquele momento, não querendo desaparecer.

Dois corpos redescobriram o que é amar e envolveram-se como se nada desejasse mais o seu toque, o sabor da pele a tocar uma na outra. Viajaram por onde se tinham esquecido, mas desta vez movidos por uma certeza que nunca à muito não sentiam.


A verdade do coração.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Mil E Um


Um beijo. Mil e um diversos caminhos que o teu beijo percorre no meu corpo, deixando a minha alma sem fôlego, ficando para trás a sensação de preenchimento de um coração magoado, vulnerável, vazio. Um beijo que se torna em palavras suaves e sensíveis como a sua própria melodia, que se faz encontrar com algo que não se explica. Espontânea acção que nos faz voar pelos braços um do outro não querendo que o momento cesse trazendo até nós as memórias de um futuro passado. Sinto cada vibração da tua pele quando toca a minha, o abraço que me dás enquanto encosto a minha cabeça junto do teu coração e o ouço sussurrar ao meu. Sentir o calor da tua mão na minha; momento único. Quando o teu olhar cruza o meu, mesmo sem querer falar-lhe acaba sempre por o chamar para perto de ti, não resistindo ao impulso.


Sou fraca em ti, como ninguém em mim.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Onde não Existimos


Sensação de uma vontade de liberdade a teu lado. Onde nenhum de nós possa dizer, onde ninguém possa ver as nossas almas e olhar-nos com desconfiança. Um canto só nosso onde apenas nós nos poderemos encontrar longe de todo um mundo conhecido. Quero poder olhar-te apenas sem que nada distraia a atenção dos nossos olhos; onde as nossas bocas falantes ouçam o silêncio que lhes sai e se deixem envolver por uma conversa que ninguém consegue compreender. Poder encontrar-me nos teus braços e sentir que o teu abraço me puxa até ti, sentindo o meu corpo navegando até ao teu, sem qualquer força.


Sentir-me quente num olhar, preenchida com um toque, onde ninguém saiba que existimos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Rumo


Será Norte? Caminho que me chama e que o vento delira pela minha chegada. Caminho de ruas estreitas e irregular que me soa desconhecido. Porque não Sul? Caminho de estradas alegres e risonhas onde o sol se reflecte na felicidade e ilumina as almas mais adormecidas. Lugar de recordações que preenche um coração sofrido que chora. Porque me chamam lá do fundo quando me sinto tão bem a olhar as folhas verdejantes das árvores em meu redor? Eu não quero ir levada de um vento sem uma presença que me agarre e nunca mais me largue, quando sei que aqui, no Sul, sempre a terei. Será mesmo que a tenho, ou será que esta partiu a Norte e me espera bem lá na neblina de impossível visão?
Tenho medo de avançar sozinha, mas chamam-me cada vez mais alto como se de um grito estridente fizesse romper os meus ouvidos.


Eu quero ir, mas quero ficar. Sei que tenho de ir; é a única maneira de te voltar a ter. Mas serás como eras aqui atrás? Onde tudo é belo e vivo...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sensação Vulnerável


Sinto que cada palavra que me arrancas é um pedaço de coração que é largado neste mundo infinito. Cada lágrima que cai dos meus olhos aquece o meu rosto e aconchega o pouco que resta de uma alma esquecida. O teu sussurro soa como relâmpago em minhas amplas terras outrora repletas de paletas de cores infindáveis. A tua presença por vezes faz-me querer estar no meu próprio mundo, sem qualquer tipo de visão de ti. Mas se soubesses o quão é impossível não estar constantemente contigo totalmente invadido no meu pensamento. Consomes todas as minhas ideias, todas as minhas visões; para onde quer que vá tu segues-me, mesmo não estando a meu lado. A minha imagem em ti sinto-a distorcida, já não consigo ver o que a tua alma fala, como ela ainda me vê. És como novidade para mim, és como um ser estranho que nunca estivera perante mim; diferente alma que magoa e entristece coração deitado em brumas negras, vestido de peles da noite.
Sinto falta de algo que não sei se algum dia voltarei a ter; sinto um aperto no peito sempre que névoas de pensamentos ocorrem em mim, sinto-me impotente neles, como se fosse algo não difícil de encontrar; sensação vulnerável. Um pensamento teu é semelhante a tortura de vazio.

Será difícil poder ser tudo aquilo que realmente somos?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010


Sou delicadamente frágil em ti.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Carinho


Preciso cada vez mais de um carinho teu. Queria tanto que o teu abraço fosse tão prolongado quanto a minha vontade, mas infelizmente acabas por te separar demasiado depressa de mim. Só preciso de me sentir segura nos teus braços, apenas preciso de saber se o teu calor ainda existe, se o posso ter em mim. És-me demasiado essencial, mas por vezes chegas a ser demais para mim. Um coração apenas não aguenta tantas palavras impulsivas que se despertam na alma do teu coração, e mesmo sem quereres, magoas-me. Mas por tudo isso digo, que o que poderá vir a nascer em mim só tem cura em ti.

Só preciso de um mimo que faça as horas passar, e tu nem sempre mo queres dar. Preciso de mais.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Odeio-te


Por vezes consigo odiar-te com todas as forças do meu ser!
Fazes-me sentir tão fraca, tão longe de mim, como se toda a minha confiança se evaporasse como por magia. Consomes toda a minha força e quase que me deixas dependente da tua vontade. Como se já nada fosse meu, como se já nada me pertencesse. Sugador de almas e pensamentos, destruidor de momentos mágicos e felicidade, causador de dependência.
Mas por tudo o que por vezes me fazes sentir, mesmo quando me pareces diferente, a maneira como falas e ages; mesmo por tudo isso e muito mais, eu continuo a amar-te.
Fazes-me bem, fazes-me feliz; és tu quem quero na minha vida para toda a eternidade.


Por ti superava mundos e infinitos, mesmo que não quisesses saber, mesmo que não visses.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Voltei a Sentir-te


Há quanto tempo não nos sentíamos assim? Sabes-me dizer quando foi a última vez que me tocaste daquela maneira? A última vez em que o nosso beijo desejou nunca terminar? Em que os nossos corpos se uniram num abraço infinito de uma promessa duradoura?
Já não me recordava do que era poder sentir-te a meu lado, do que era abraçar-te com sentimentos profundos. Hoje olhei para ti, e por momentos voltei a reencontrar-te, voltei a conhecer a pessoa que há tanto tempo amo. Foi como uma descoberta de algo que já tinha encontrado mas que tinha perdido à muito e não sabia como o voltar a ter. Não me refiro apenas às horas em que passámos abraçados a olhar o tempo que nos escapava entre os dedos com uma facilidade louca, mas ao momento em que te senti tão próximo da minha alma e que nem por um segundo te quis afastar dela. Deixei-te vaguear pela minha mente sem qualquer tipo de restrição, hoje até te abri as portas do meu coração e deixei que fizesses dele o que te apetecesse.

Hoje só queria que o tempo não passasse, queria aproveitar cada segundo de cada minuto de apenas uma hora.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Era tão bom


Porque não acordas todos os dias com a mesma alegria, com o mesmo amor, com o mesmo carinho que tens. Seria tão bom se me pudesses abraçar como me abraçaste hoje, como o teu corpo de juntou com força ao meu e que pedia para nunca mais te largar. Era tão bom, tão mégico e maravilhoso se os teus beijos me falassem e os teus olhos me tocassem como hoje. Se soubesses como me senti bem em ti, como me vi gravada na tua alma e como os teus olhos me chamavam. Há muito tempo que não me sentia tão amada por ti, há muito tempo que não te sentia tão perto de mim como hoje.

Hoje fazias parte de mim.


PIPER

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Vem amar-me com toda a força do teu coração, vem amar-me como a tua alma nunca sonhou puder entregar-se. Podes não estar comigo, mas eu estarei sempre a teu lado. Mas por hoje fico em casa. Hoje a pequena luz do dia não me seduz, algo em mim precisa de paz. Hoje deixo-te, não só porque assim o tem que ser, mas quero o tempo só para mim.
Hoje sou só eu e tudo o que faz parte de mim.


PIPER